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10 outubro 2010

Três Fronteiras têm Miss Turismo

Sobre o lema “Beleza é um Patrimônio”, as Três Fronteiras elegeram no último 25 de setembro a Miss Turismo Três Fronteiras. O evento foi parte da celebração trilocal (quer dizer local da região trinacional) do Dia Mundial do Turismo. O local da cerimônia foi o Teatro do Iguazú Grand Resort, Spa & Casino em Puerto Iguazú. A Miss Turismo Três Fronteiras é a paraguaia de origem alemã Vanesa Lauteschlager. A segunda princesa é a argentina Leila Riger e a primeira princesa é a iguaçuense Lana Turcatto, que além de fazer parte da trindade da beleza da Tri-Fronteira representa, para todos os efeitos o Brasil.

Aproveitando o novo momento que o turismo da região vive, me permito lembrar se não estaria em boa hora que o turismo local estudasse exemplos de Misses do Turismo espalhados pelo mundo afora. Santa Catarina é um ótimo exemplo de como destinos vêem nas representantes da beleza de suas localidades uma maneira de divulgar cidades, produtos turísticos, regiões e eventos. Em todas as feiras em que Santa Catarina participe oficialmente com estandes, não faltarão as representantes da beleza: Miss Oktoberfest, Miss Blumenau, Miss ou Rainha Festa da Marejada e devidamente acompanhadas por suas princesas. Nas feiras elas distribuem material para os visitantes, participam em eventos oficiais, visitam outros estandes e marcam a presença.

Boa oportunidade para que as Três Fronteiras – enviem, devidamente remuneradas, suas rainhas e princesas para eventos, congressos e feiras no Brasil e onde seja possível. Ser rainha, primeira ou segunda princesa das Três Fronteiras é algo que dará o que falar. Tanto porque esta é a Tri-Fronteira ou Trijunção Fronteiriça mais populosa da América do Sul, por ser rara no mundo e por representar a vivência transfronteiriça.

Fotos:
Primira central - as três representantes da fronteira: Brasil, Argentina, Paraguai - ordem da foto. Foto 2: Lana Turcatto de Foz do Iguaçu, CDI Models, Foz do Iguaçu

18 agosto 2009

Ruínas de San Ignacio (AR) e Trinidad (PY) inauguraram show de luz e som



As fotos de Marcos Labanca dão uma idéia do show de luz e som - obrigado Marcos pelas fotos!

Primeiro foi San Igancio Miní, a mais bem preservada das ruínas jesuíticas em território argentino. As Ruínas estão localizadas no pequeno Município de San Ignácio – às margens da Rodovia (RUTA) 12 a 40 quilômetros de Posadas. Segundo a tradição do turismo argentino, cada começo de estação marca o lançamento do turismo da época – assim o evento que ocorreu no final de julho marcou o início do turismo de inverno em Misiones. O show de luzes e som de San Igancio havia sido interrompido há algum tempo e esse fato gerou muito protesto país afora. Mas agora, com um investimento provincial anunciado de US$ 3 milhões, o novo show de luzes, sombra e som foi ao ar. Na platéia mais de 3 mil pessoas assistiram à inauguração do novo show.

Já no outro lado do rio Paraná, e já no Departamento de Itapúa, no Paraguai, foi inaugurado o show de luz e som da Ruína de Trinidad – nome completo: Santíssima Trinidad de Paraná que junto com as Ruínas de Jesús Tavarangue, San Igancio (AR) e São Miguel (RS) formam um Patrimônio Mundial único – quer dizer sob um “registro único”.

O novo show da Santíssima Trinidad vai estar aberto ao público a partir de sexta-feira dia 21. O investimento foi de US$ 560 mil, segundo o jornal Última Hora em matéria escrita pelo colega Óscar Bogado. Estou sabendo que um grupo de agentes de viagens das Três Fronteiras e outras latitudes do Paraguai estão indo conferir o show. O Paraguai ainda não começou a divulgar a novidade internacionalmente. O órgão oficial do Turismo do Paraguai (SENATUR) quer primeiro organizar e concluir os trabalhos de reestruturação no conjunto das ruínas em Itapúa que além de Jesús y Trinidad inclui ainda a de San Cosme y Damián (São Cosme e Damião).

08 agosto 2009

Jujuy: quebrada de humahuaca: o que eu descobri sobre o povo e como vive


Foto das batatas coloridas dos Andes - fonte: Página 12

O turismo é complexo. Quando eu viajo, como jornalista de turismo, eu mantenho meus olhos abertos para enxergar todas as conexões e ligações do lugar visitado. Em Jujuy, Terra das Quebradas e dos Vales, enquanto a 'Van' que transportava o grupo passava pelas ruas das pequenas cidades à caminho dos “atrativos” eu me mantinha atento às pequenas dicas, quaisquer que fossem, sobre o povo local, como vive, em que trabalha, sua relação com a paisagem e a terra.

A maioria de nós os jornalistas que viajamos à convite da EB Group Travel, da Andes Linhas Aéreas e dos empresários de turismo das províncias de Salta e Jujuy, reside nas verdes paisagens de Terra Roxa do Oeste do Paraná ou nas Tierras Coloradas de Misiones, Argentina. Ver a aridez de Jujuy não dixa de ser um choque. Como se vive aqui? Ver umas pessoas plantando batatas andinas, milho e outros hortifrutigranjeiros noque parece um deserto nos dá a idéia de ver um esforço isolado. Descubri, em algum lugar, um folheto do Governo de Jujuy feito em conjunto pelo Ministério de Produção e Meio Ambiente (MPYMA), Secretaria de Cultura e Turismo e a entidade de promoção do comércio (Comercializar Jujuy) que me ajudou a entender essa organização produtiva e sua ligação com o turimo. Quer dizer o Governoquer que o turismo ajude.

Destaco a Cooperativa Agropecuária União Quebrada y Vale (Cauqueva) na cidade de Maimará que reúne 140 produtores indígenas grande responsável pela produção nas terras áridas. Falar em batatas nos Andes é falar de centenas, milhares de variedades. E a Cauqueva oferece batatas de todos os tamanhos e cores produzidos sem agrotóxicos segundo métodos ainda incaicos. Achei muito interessante encontrar essa informação junto com a folheteria turística de divulgação.

Em uma das ruas principais de Tilcara vi uma placa que anunciava um negócio bem interessante: llamas. Llamas para caravanas turísticas, llamas como animal de estimação e até llamas para criadores em outras regiões da Argentina. Farei uma nota especial sobre caravanas de llamas (llama trekking) nos Andes e até nos Estados Unidos.

Quem esteve no famtur comigo entendeu logo de cara que o leite de cabra aqui é a coisa típica da região. Todos os restaurantes inclusive o de hotéis internacionais ofereciam queijo de cabra em vários pratos do cardápio. A cabra e a região árida da quebrada parecem ter nascido uma para outra. Ser “pastorcito de cabra” aqui tão normal que a cantora Monica Pantoja, que já mencionei antes é conhecida como uma “Zágala” ou seja pastorinha de cabra. Um lugar onde se vende queijos de cabra e outros produtos das terras é a Cabaña La Carolina. Eu tenho tendência a ver aqui um bom exemplo para nós em Foz do Iguaçu e outros "destinos". O turismo pode judar a descobrir um pouco mais sobre o povo local e suas atividades e necesidades?

Pukará de Tilcara: o que eu gostaria de ter sabido antes de conhecê-lo (I)





Por Jackson Lima

Primeira Parte - Jujuy

Deixe-me explicar as ilustrações acima. A do meio é o meu ticket de entrada (ingresso) ao Pucará de Tilcara. A segunda ilustração é do panfleto que você receberá com o ticket (quando você for lá). Coloquei aí o mapa dp pucará.O panfleto contém uma história abreviada da região. A maioria dos turistas não sabe que Tilcara, hoje, é uma cidade completa com ruas, moradores, hotéis, hosteis, bares, restaurantes, pousadas, prefeitura e prefeito (Félix Pérez), vereadores, igreja e possivelmente um motel.

Todo o conjunto de nomes que é oferecido ao turista quando se fala de Jujuy e Salta (duas províncias argentinas) é confuso por que? Porque há uma riqueza de novos nomes, detalhes e informações. Exemplos: Tilcara é também o nome do povo que predominou na região na época pré-hispânica. "Pucará" significa "fortaleza" em quechua. Graças à 'pucará' (fortaleza), os tilcara puderam defender suas terras por muito tempo. Ou pelo menos até a chegada dos Incas. Os Incas se apoderam do Pucará até, pelo menos, a chegada dos espanhóis que, por fim conseguiram acabar com os 'tilcaras'.


Tilcara, a cidade, fica às margens do rio Huasamayo. O Huasamayo desemboca no rio Grande. O vale do rio Grande é chamado de Quebrada. Ou melhor todo vale de rios por aqui é chamado de quebrada. Essa Quebrada aqui é chamada de "Huamhuaca". Mas uma viagem por aqui vai lhe mostrar que há muitas quebradas. Para entender a grandeza de uma "quebrada" você vai ter que vir aqui. Claro que ver fotos ajuda. Mas há coisas que faltam: o vento, o cheiro, a música, o silêncio entre outras coisas.

O que a gente visita é a fortaleza construida no alto de uma elevação no meio da Quebrada de Humahuaca. Ou melhor visitamos as ruínas da fortaleza. Melhor ainda, visitamos a reconstrução feita por arqueólogos da Universidade de Buenos Aires (UBA) a partir de 1908. Os arqueólogos Ambrosetti e Debenedetti morreram em 1935. Em homenagem aos dois, foi construida uma pirâmide truncada (foto superior) onde os dois descansam - ou foi isso que entendi. Os trabalhos ainda não terminaram. O ingresso dá direito a visitar o Pucará, o Museu Arqueológico no centro da cidade de Tilcara e o Jardim Botânico - que mais um jardim de cactos (cardones) - a flora par excellence daqui. Continuarei!

Nota: conheci Tilcara à convite da Andes Líneas Aéreas e EB group Travel
Censo de Observadores de Aves

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