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16 outubro 2009

Centro de Artesanato de Foz: não deixem a idéia morrer



Foto de Marcos Labanca, grande amigo, onde apareço com Ênio Mendes da Rocha, presidente da Associação de Concessionários do Centro de Artesanato de Foz e se vê também os tanques depósito de cachaça.


O Centro de Artesanato de Foz do Iguaçu possui uma ótima estrutura que infelizmente está sendo mal utilizada. O Centro de Artesnanato era para ter funcionado desde o início como uma cooperativa, ou seja nos modelos de cooperativas. A linha que deveria ter seguido era a linha do Forum Social Mundial, Linha de Porto Alegre cujo lema é "Outro Mundo é Possível".

Infelizmente, terminou, seguindo a linha do Forum Econômico Mundial de Davos - e optando pelo sistema capitalista puro. Isso fez com que o empreendimento, seguisse o caminho da licitação, da concessão pública e do grande capital. Perdeu-se a oportunidade de trabalhar cooperativamente segundo as linhas do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), na área de convergência com o Ministério do Turismo (Turismo Rural na Agricultura Familiar) e ainda segudo as linhas da Secretaria Nacional de Economia Solidária do Miistério do Trabalho.

A Cachaça foi vítima de preconceito por parte de alguns vereadores. A Coopercachaça é uma coperativa que reúne 39 propriedades rurais de 22 municípios do Oeste do paraná. Esses produtores fazem parte da agricultura familiar. A venda da cachaça deles em Foz seria a participação deles no turismo rural. Por isso a idéia de envelhecer e engarrafar a cachaça diante dos olhos do turista e assim obter renda para as comunidades que permaneceram na roça e plantaram a cana, colheram, moeram e fizeram só deus-sabe-mais-o-quê.

Hoje o projeto é híbrido. Venceu a licitação e o pessoal que está padecendo lá são concessionários. Estão amargando prejuízos. Ninguém vende nada. Não pára ninguém lá e não adianta colocar a culpa nos guias. Está tudo errado desde o começo. É necessário corrigir o modelo! Porto Alegre ou Davos? Algo tem que ser feito por este projeto!

Para entender como a cachaça é parte do sistema turistico leia a próxima postagem

06 dezembro 2006

Ajuri e a Coopercachaça

A palestra do Sebrae que assisti tratava sobre os esforços produtivos locais com ênfase no associativismo. Um dos exemplos mostrados para a região Oeste do Paraná é a Coopercachaça – que reúne 30 pequenas cachaçarias da região entre Foz, Tupãssi e Assis Chateaubriand e que já recebeu até empréstimo de R$ 400 milhões do BRDE. São alambiques em pequenas propriedades que se uniram para criar uma marca a Cachaça Quaty que será comercializada em breve no Centro Artesanal e Turístico de Foz do Iguaçu.

A parte técnica da cachaça é responsabilidade do Fundetec que pesquisa 90 variedades de cana para chegar no melhor sabor. Cachaça é coisa séria. Assim como existe enólogo, existe também os canólogos – especialista em “cana”. E ao mencionar o Centro Artesanal e Turístico de Foz do Iguaçu vale a pena dizer que o centro funcionará na Avenida das Cataratas, no lado oposto ao Hotel Bourbon, custará uns R$ 2 milhões em verbas que Dilton Vitorassi conseguiu – é o que se diz – e que tem um projeto assinado por um arquiteto – imagine de onde? Da Itália! Deve ser um projeto muito “típico” na terra que se diz atípica. Será também atópica? Isso me lembra de outra nota que escrevi sobre a “Arquitetura do Parque Nacional do Iguaçu”.

Ao entrar na questão do típico e do tópico assim como do atípico, me lembro de um escritor argentino que entrar em Foz do Iguaçu e ver as diferentes propostas arquitetônicas, tendências de crescimento e mistura de tudo ele disse: esta cidade não pode ser definida como de origem européia, ou americana, ou brasileira ou sul-americana. É mais uma espécie de travesti – você não sabe o que é!
Censo de Observadores de Aves

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