16 outubro 2009

Funilando para conseguir 65 destinos indutores

(Imagem CT A Gazeta do Iguaçu)

Até 2010, o Plano Nacional de Turismo Brasil quer estruturar 65 destinos turísticos com Padrão de qualidade internacional. Foz do Iguaçu é um desses 65 destinos. O Paraná só tem três: Curitiba, Paranaguá e Foz do Iguaçu. Dos 5.561 municípios do Brasil, mais de 3 mil são considerados turísticos. Desses mais de 3 mil municípios turísticos, 1.207 participaram no Salão do Turismo - Roteiros do Brasil em 2006 e apresentaram 393 Roteiros Turísticos. Esses 393 roteiros se localizavam em 149 regiões turísticas do Brasil. No final, se escolheu 87 roteiros localizados em 474 municípios para receberem uma "priorização". Após muito trabalho, se escolheu 65 destinos. Cada um desses destinos deve poder induzir o desenvolvimento turístico de destinos (municípios) de sua região. Foz do Iguaçu como um dos 65 destinos indutores do Brasil, é responsável pela indução ao desenvolvimento de mais 15 destios turísticos da rota Cataratas - Caminhos do lago de Itaipu.

Esta entrevista publiquei no Caderno do Turismo da Gazeta do Iguaçu. A entrevistada é Ana Clévia Guerreiro de Lima, do Programa Nacional de Regionalização do Turismo do Ministério do Turismo sobre o que significa para Foz ser um destino indutor do turismo regional. Regional aqui se refere unicamente à integração turística Caaratas do Iguaçu - Caminhos ao Lago de Itaipu. A integração com municípios paraguaios e argentinos da fronteira pertence a outro programa na área do Mercosul. Manterei a entrevista coo apareceu no CT d'A Gazeta do Iguaçu


Caderno do Turismo (CT) - O que Foz do Iguaçu pode fazer para ser um Destino Indutor?

Ana Clévia – Foz do Iguaçu já é um indutor do turismo porque muitos dos turistas que vem a Foz já visita ou passa por outros municípios da região. Foz do Iguaçu tem que identificar isso não como uma ameaça mas como uma excelente oportunidade de ampliar essa permanência e diversificar sua oferta.


CT – Mas Foz está acostumada a trabalhar só. Como isso vai mudar?

Ana Clévia - Nenhum destino se mantêm ao longo do tempo crescente se ele não diversificar sua oferta, se não oferecer produtos novos. E aí talvez as pessoas pensem mas o município X não tem um atrativo turístico. Daí eu pergunto, mas esse município X que não tem um atrativo turístico, não terá uma produção associada?

CT – Como produção associada?

Ana Clévia – Vou dar um exemplo. Será que esse município não produz um doce que é maravilhoso, que é um referencial, que o turista talvez não vá lá para comprar esse doce que é produzido na região de Foz mas que ele possa ser comercializado em Foz do Iguaçu? Isso agregaria valor para o Destino Foz.


CT – Então é uma questão de agregar valor ao produto Foz?
Ana Clévia – Isso mesmo. Os municípios indutores têm que enxergar isso como uma oportunidade de trabalhar sua região para gerar diferencial e agregar valor para o Destino Indutor.

CT – Então esse é o segredo? Ver o que se pode criar?
Ana Clévia – Isso mesmo. Os destinos que se mantêm vivos ao longo do tempo são aqueles que têm capacidade de se reinventar.


CT – Quer dizer inventar coisas novas?

Ana Clévia – Não exatamente. Se reinventar não quer dizer estar inventando coisas novas, mas é estar olhando para si mesmo, olhando para a sua região e pensando assim: o que é que nós temos em nossa região que hoje não estamos oferecendo àqueles que nos visitam? Quem gostaria de comprar aquele produto? Ou usufruir daquele serviço ou aquela manifestação cultural que não está disponibilizada para o turista?

CT – Não precisa ser um projeto complicado?

Ana Clévia – Às vezes são coisas simples mas que são singulares e estão naquela região, são coisas únicas!

CT – Muito obrigado pela sua atenção!

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