O que me deu essa repentina recaída de "reblogar" sobre o turismo, apesar de eu ter jurado que iria abandonar essa área ingrata da vida humana, foi o convite que recebi para ir a um evento que ainda está acontecendo hoje no SESC-Foz do Iguaçu. É um Seminário sobre Competitividade nos Destinos Indutores". Estavam presentes a Coordenadora Nacional do Programa de Regionalização do Turismo, Ana Clévia Guerreiro de Lima, Deise Bezerra, da Secretaria de Estado do Turismo do Paraná, Felipe Gonzales - secretário de turismo de Foz do Iguaçu, presidente do COMTUR de Foz do Iguaçu, Paulo Angeli, Fernando Martin do Sindetur - Foz do Iguaçu, Karina Benedetti do Sebrae, e as apresentadoras do trabalho Laura Monteiro e Cristiane Rezende da FGV.
A parte do evento que assisti foi a apresentação dos Resultados da relativos a Foz do Iguaçu do "Estudo de Competitividade dos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico Regional" ou simplesmente "Relatório Brasil". Devo dizer que no encontro Foz do Iguaçu só soube o resultado de Foz do Iguaçu. Bonito (MS) saberá o dele, Fortaleza o dela. Não há como "xeretar".
A pesquisa analizou 13 áreas, ou 13 dimensões. As dimensões foram: infra-estrutura geral, acesso, serviços e equipamentos turísticos, marketing, políticas públicas, cooperação regional, monitoramento, economia local, capácidade empresarial, aspectos soaiais, aspectos ambientais e aspectos culturais.
Foz do Iguaçu teve resultados interessantes e na maioria dos casos superiores à média nacional, à média das capitais e à média dos destinos não-capitais.
Exemplos:
Em infra-estrutura Foz do recebeu 70,6 na avaliação. A média nacional foi 63,6, e a média dos destinos não-capitais foi de 58,1. Na dimensão acesso, Foz ficou com 74,4, as capitais ficaram com 69,0, as não-capitais ficaram com 50 e média nacional foi de 58,7. Na área de atrativos, Foz ficou com 71,5, as capitais ficaram com 55,8, a média nacional 57,6. Em marketing, Foz ficou com 67,5 enquanto a média nacional é de 37,7. Em política pública Foz ficou com 58,0 e as capitais ficaram com 46,9. Até em cooperação regional que a região reclama muito Foz saiu bem com 75,7 comparado com a média nacional que é de 48,9. Na dimensão monitoramento, que é o acompnahamento das ações, outro ponto crítico, Foz ganhou 72,5 quando a média nacional é 34,8 e para os destinos não-capitais é 30,0. Em economia local Foz recebeu 63,5, as capitais ficaram com 64,7 e a nota nacional é 56,7. Foz andou razoavelmente em capacidade empresarial com 67,0 comparado com 35,9 dos destinos não capitais, mas perde para as capitais que é de 72,1. Nos aspectos sociais, Foz andou ficou com 55,3, perdendo para a média nacional que é de 57,2 e para as capitais que têm média 62,5. Na dimensão aspectos ambientais Foz recebeu 74,9,enquanto no Brasil a nota foi de 58,2. Por fim, na área dos aspectos culturais, Foz do Iguaçu recebeu 49,6. um pouqinho acima da média nacional e abaixo da nota para as capitais que é de 56,0.
Confesso aqui que minha nota não faz a justiça à magnitude do trabalho e confesso não ter capacidade de colocar no papel tudo o que está envolvido. Só posso sugerir que quem poder procure ver o material original para comparar e entender o que realmente está envolvido nas diversas dimensões do trabalho.
Exaltando destinos, celebrando a diversidade e paparicando viajantes - já que o turismo é feito por pessoas
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18 julho 2008
Destinos Turísticos do Brasil, um Estudo
Com esta nota, quebro a abstinência de alguns meses aqui nas Notas do Turismo. O que me motiva a romber a ausência foi o convite que recebi de participar no Seminário oficial que incluiria a divulgação dos resultados de um estudo especificamente no que se refere a Foz do Iguaçu, como um "Destino Indutor". Destino o quê? Calma!
Lá vai I
Brasil Destinos
Dos 5.561 municípios do Brasil, mais de 3 mil são consideradois turísticos. Desses mais de 3 mil municípios turísticos, segundo classificação anterior a 2003, 1.207 participaram no Salão do Turismo - Roteiros do Brasil em 2006 e apresentaram 393 Roteiros Turísticos. Esses 393 roteiros se localizavam em 149 regiões turísticas do Brasil.
Funilando a coisa mais um pouco, descobrimos que esses 393 roteiros foram reduzidos ainda mais. No final, se escolheu 87 roteiros para receberem uma "priorização". Priorização para quê? Para receberem o que se chama de "padrão de qualidade internacional".
Bem, do jeito que está, esses 87 roteiros priorizados incluem ou estão ligados a 474 municípios da República Federativa do Brasil. Apurando ainda mais a lista, os técnicos do Ministério do Turismo, Embratur, Secretarias de Estado de Turismo, SEBRAE e a Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (EBAPE) da Fundação Getulio Vargas (FGV), decidiram concentrar os esforços em 65 municípios daqueles 474 acima.
Tudo questão de método. Até 2010, fim do Plano Nacional de Turismo 2007-2010, o Brasil quer estruturar 65 destinos turisticos com o famoso "Padrão de qualidade internacional". Como se chegou a esse número? Da seguinte maneira: o Brasil tem 27 estados e cada estado tem uma capital. Então aqui já temos 27 municípios indutores. Cada estado poderia ter no máximo cinco destinos indutores. Se cada estado tivesse apresentado cinco destinos teráimos aí 135 destinos e a meta seria furada.
Graças a Deus, uhm?, só o Rio de Janeiro e a Bahia apresentaram cinco destinos indutores e mais as capitais. A maioria ficou com dois e três inclusive São Paulo. Assim, o número ficou em 65. E cada um desses municípios-destinos passa a ser chamadao de "Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico regional". O Paraná - estado que tem 399 municípios, ficou com três municípios indutores incluindo a capital: Paranaguá, Curitiba e Foz do Iguaçu.
Lá vai I
Brasil Destinos
Dos 5.561 municípios do Brasil, mais de 3 mil são consideradois turísticos. Desses mais de 3 mil municípios turísticos, segundo classificação anterior a 2003, 1.207 participaram no Salão do Turismo - Roteiros do Brasil em 2006 e apresentaram 393 Roteiros Turísticos. Esses 393 roteiros se localizavam em 149 regiões turísticas do Brasil.
Funilando a coisa mais um pouco, descobrimos que esses 393 roteiros foram reduzidos ainda mais. No final, se escolheu 87 roteiros para receberem uma "priorização". Priorização para quê? Para receberem o que se chama de "padrão de qualidade internacional".
Bem, do jeito que está, esses 87 roteiros priorizados incluem ou estão ligados a 474 municípios da República Federativa do Brasil. Apurando ainda mais a lista, os técnicos do Ministério do Turismo, Embratur, Secretarias de Estado de Turismo, SEBRAE e a Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (EBAPE) da Fundação Getulio Vargas (FGV), decidiram concentrar os esforços em 65 municípios daqueles 474 acima.
Tudo questão de método. Até 2010, fim do Plano Nacional de Turismo 2007-2010, o Brasil quer estruturar 65 destinos turisticos com o famoso "Padrão de qualidade internacional". Como se chegou a esse número? Da seguinte maneira: o Brasil tem 27 estados e cada estado tem uma capital. Então aqui já temos 27 municípios indutores. Cada estado poderia ter no máximo cinco destinos indutores. Se cada estado tivesse apresentado cinco destinos teráimos aí 135 destinos e a meta seria furada.
Graças a Deus, uhm?, só o Rio de Janeiro e a Bahia apresentaram cinco destinos indutores e mais as capitais. A maioria ficou com dois e três inclusive São Paulo. Assim, o número ficou em 65. E cada um desses municípios-destinos passa a ser chamadao de "Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico regional". O Paraná - estado que tem 399 municípios, ficou com três municípios indutores incluindo a capital: Paranaguá, Curitiba e Foz do Iguaçu.
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