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25 julho 2012

Plano de Manejo do Parque Nacional do Iguaçu: Pesquisa Macuco


O Plano de Manejo do Parque Nacional do Iguaçu sugere, ordena, manda (tudo depende de quem lê) que seja feita pesquisa sobre a piracema no rio Iguaçu abaixo das Cataratas. Só uma pesquisa científica conseguirá dizer se existe (ainda) piracema nesse trecho do rio; qual  a importância dessa piracema, que espécies de peixes ainda conseguem chegar até as Cataratas e, acima de tudo, se os passeios do Macuco (dos dois lados da fronteira), afetam a esta migração anual de peixes. Hoje, os barcos utilizados usam, dois motores potentes com capacidade acima dos 150 cavalos de força. Uma pesquisa série é prevista para dizer se os barcos afetam a vida ictiológica da hidrografia local. Por isso o Plano de Manejo exige (se é que o PM exige alguma coisa) que seja feita uma pesquisa sobre o "efeito do passeio do Macuco sobre a piracema no rio Iguaçu". A exigência é feita primeiramente no Subprograma de Pesquisa que é parte do Programa de Conhecimento que prega que é necessário conhecer para defender. O pedido ou exigência volta ser feito no subprograma de monitoramento  que pede que os resultados da pesquisa sejam incorporados no passeio. 


"Incorporar nas atividades do passeio de barco da trilha do Macuco e outras medidas de manejo do Parque, os resultados da pesquisa de piracema que será realizada no rio Iguaçu a jusante das Cataratas, conforme especificados no Subprograma de Pesquisa".


No Programa do Uso Público que detalha como funcionaria a nova área  criada para melhor atender os visitantes o pedido é feito de maneira mais contundente e diz que caso a pesquisa aponte que o passeio seja ruim para piracema ele deve ser interrompido na piracema. O que seria justo e iríamos além da perseguição de pescador pobre na barranca dos rios. Veja o que diz o item 14 do Subprograma de Pesquisa (7.4.1.1.)  sob atividades e normas: 


Estudar a ocorrência de piracema no rio Iguaçu, a jusante das Cataratas, dentro do PNI. 


1) Buscar parceria com a Argentina e idealizar estudo, para definição do impacto sobre áreas de reprodução de peixes e conseqüente solução para o passeio do Macuco às Cataratas e da respectiva versão argentina de tal passeio. 


b) O passeio será proibido, especialmente na época da piracema, se comprovado seu impacto sobre o fenômeno.  


Nota: esta pesquisa nunca foi feita!  

12 dezembro 2008

Monumento à aventura



Lá, bem próximo do local onde a Rua Luiza Wandscheer se encontra com a Avenida Felipe Wandscheer ou Estrada Velha de Guarapuava, segundo o nome antigo e mais local, o Macuco Safari e a Empresa Ecoaventura ergueream um monumento, como se vê na foto, à aventura. Uma placa diz: "Aqui começa a Aventura".

Gostei muito da idéia da estátua. A princípio pensei que fosse um monumento militar ou no mínimo dos ativos escoteiros ou ainda dos destemidos desbravadores adventistas. Mas chegando perto, notei que é um convite à aventura ao mesmo tempo que honra o fato de Foz do Iguaçu e seu turismo não ter esquecido que aventura ainda existe e que quando ela acabar, junte as trouxas, porque o mundo acabou também.

Esta "avenida" foi a antiga "rodovia" "cavalovia", "jeguevia", que ligava Foz do Iguaçu a Guarapuava. Não esqueça que na épopca Guarapuava era Foz do Iguaçu. Ou seja, Foz do Iguaçu era dependente de Guarapuava. Segundo a genealogia das cidades, Guarapuava gerou Foz (1914). Foz também é mãe de outras tantas cidades entre elas Cascavel - liberada em 1959 e Guaíra (1929).

A aventura sem dúvida está aqui. Há um projeto de uma trilha do Parque Nacional do Iguaçu entre Foz do Iguaçu e Céu Azul. Seria interessante saber como anda este projeto. Por enquanto, parabéns ao Macuco e Ecoaventura. E antes de dizer adeus, destaco que a estátua é assinada pelo artista iguaçuense Giovanni Vissotto que tem outras estátuas na cidade entre elas a do São Francisco de Assis do bairro iguaçuense do Morumbi, na região do Sâo Francisco.
Este material também foi públicado no Blog de Foz
Censo de Observadores de Aves

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