23 outubro 2009

No Morro Tavares Bastos em Excursão de Descoberta



Como anunciei, estive no Rio de Janeiro para acompanhar a Feira das Américas da Associação Brasileira de Agências de Viagem (ABAV) entre os dias 21 e 23. No dia 23, amanheci tranquilamente e como estava hospedadado no histórico bairro do Catete, fui ao ex-Palácio da Presidência da República, Palácio do Catete - hoje Museu da República. Foi um passeio muito interessante e educativo. É sempre bom aumentar um pouco o que a gente sabe. Visitei os jardins e fui até o muro que separa o Palácio das avenidas no Aterro do Flamengo. Soube, um dia antes, que o mar chegava até o muro do Palácio do Catete na época em que a capital do Brasil era o Rio de Janeiro. Ou seja quando o bairro do Catete era o "bairro capital" do Brasil - uma espécie de "primeiro bairro" (assim como existe primeira dama).

Quantos aterros há em São Paulo, Buenos Aires, Maceió? Sempre afastando o mar e com isso, festejando nossa braveza em conseguir afastar o oceano! Quando eu era criança eu escutava os adultos repetirem uma frase: Deus fez o mundo e a Holanda fez Holanda!

Bem, passeando pelo jardim, me aproximei de um senhor já idoso e perguntei-lhe se ele conhecia o Catete da época em que o mar chegava até o muro do Palácio ou quase. O nome dele, descobri logo, é Isidro Dias Morgado, veio de Portugal há 53 anos e desde que chegou vive no Catete. "Nunca me mudei daqui", diz. Ele trabalhou 40 anos na Mucisa - uma garagem ou algo parecido. Outro orgulho do Sr. Isidro: nunca pegou condução para ir trabalhar. Tenho a intenção de falar mais sobre o Seu Isidro ou, melhor ainda, reencontrá-lo um dia.

Quando saí do Museu da Republica que estava - estado de greve ou operação tartaruga - por falta de cumprimento de promessas do Governo, tentei ir à beira da Praia, para ver o mar lá do Aterro do Flamengo. Não conhecendo bem, a cidade, desisti. Teria que passar no meio de muita gente sentada na grama e não podendo interpretar as pessoas, preferi não arriscar. E se eu fosse assaltado?

Dai, voltei, subindo a rua Silveira Martins, na direção do morro. Uma quadra depois do palácio encontro uma Pousada ou Hostel chamado Art Hostel cujo lema é "the art of connecting people" - a arte de conectar pessoas. Frase mágica com verbo mágico: conectar. Deti-me, entrei e pedi informações sobre passeios alternativos e coisas alternativas em geral que estivesse disponível ao público de hostels, youth hostels e pousadas - aquele público que quer o bom, bonito e barato. E queria me conectar com tudo o que estivesse rolando desde que fosse bonito, bom, economicamente razoável e legal.

Encontrei Eduardo - um dos donos. Ele me mostrou as instalações, mostrou obras de arte, e me contou sobre as excursões à Comunidade do Morro Vizinho - o Tavares Bastos. Disse mais: tenho uma excursão saindo agora com duas pessoas - um casal estrangeiro, quer ir com eles? Fui! O casal é Olliver Jansen alemão e a polonesa Magdalena Stachura. Me conectei facilmente com os dois. Para nos levar até lá, o guia: Alexandre Blasifera. Na foto, a partir da esquerda estamos: eu, Malu, Bob, Olliver, Magdalena e Cacau já na Comunidade Tavares Abasto e na (Pousada) The Maze Inn criada pelo Bob. CONTINUA

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