19 junho 2007

Circuitos Turísticos do Mercosul I

Já que o Mercosul inaugurou o seu Parlamento (funciona na Secretaria Administrativa do Mercosul – SAM em Montevidéu, Uruguai) e já que o Mercosul, como “instituição”, começa a funcionar, é hora do Notas do Turismo lembrar que chegou a hora de fazer decolar os chamados “Circuitos Internacionais” na área do turismo. Alguns desses circuitos já têm nome. É o caso do (1) Mundo Gaúcho, do (2) Mundo Jesutítico ou Circuito Internacional das Missões Jesuíticas e do (3) Pólo Internacional Turístico do Iguaçu. Está na hora de fazer tudo isso sair do papel. Por quê?

Porque a demora da implementação desses “Circuitos” está ajudando a manter milhares de pessoas, regiões inteiras na pobreza. Sem que esses circuitos do Mercosul existam segundo as regras do Mercosul, se perpetua o reino da demagogia, da politicagem, do abuso. Onde? Como?

Vejamos primeiramente o Circuito Internacional das Missões Jesuíticas. Este circuito é trinacional. Argentina, Brasil e Paraguai. Na Argentina fica na província de Misiones – que, como o nome sugere, deve ter Missões. E tem. Confira aqui e agora quais são. Acompanhando a barranca do Rio Paraná temos o que restou das antigas Missões de: Corpus, San Ignacio Miní, Loreto, Santa Ana e Candelária. Atravessando a Província de Oeste para o Leste, ou seja do Rio Paraná para o Rio Uruguai, temos San José, Apostoles, Concepción, Mártires, San Javier e Santa Maria la Mayor. Ao longo do rio Uruguai estão: San Carlos, Santo Tomé, La Cruz e Yapeyú.

No Brasil, que dizer no Rio Grande do Sul, temos as ruínas físicas de São Nicolau, São Borja, Santo Ângelo, São João, São José, São Luis e São Lourenço. Na lista argentino-brasileira, ou gaúcho-misionera há ruínas e ruínas. Quer dizer impactantantes como San Ignacio e São Miguel e pequenas lembranças de que um dia houve Igrejas ou aglomerado habitacional jesuíta.

No Paraguai, perto de Encarnación e do rio Paraná temos Jesús, Trinidad, Itapúa, San Cosme, Santiago, Santa Rosa, San Ignacio Guazú e Santa Maria de la Fé. Uma coisa importante, muito importante é que as principais ruínas deste conjunto trinacional foram inscritas como Patrimônio Cultural Mundial segundo a Lista do Patrimônio Cultural e Natural da Unesco. E a lista é parte ou resultado da Convenção para a Proteção do Patrimônio Cultural e Natural assinada por mais de 120 países.

O que é realmente importante aqui é que as ruínas jesuíticas propriedades das pátrias argentino-brasileiro-paraguaia foram registradas como uma única propriedade. Um GOL e um milagre. Isso porque, só para dar um exemplo, as Cataratas do Iguaçu, um bem argentino-brasileiro, têm dois registros. Um argentino de 1986 e um brasileiro de 1988. O Brasil, na época, disse que não havia no marco jurídico nacional, nada que possibilitasse uma “possessão” internacional, compartilhada ou duplamente comandada. Temia-se o problema de soberania.

A partir da próxima postagem discutiremos a “demagogia nossa de cada dia” que tudo atrapalha. Mas é possível que antes da segunda postagem, sobre este assunto, refresquemos a mente com reportagens do Notas do Turismo entre elas a prometida descidas (e subidas) do Trem da Serra de Curitiba a Paranaguá e vice-versa.

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