22 outubro 2006

Turismo não é sério

Ou melhor: turismo não é levado a sério nem aqui, nem na China. Estou falando do turismo baleeiro ou do Turismo de Avistamento de Baleias. Estatísticas de órgãos internacionais concordam que mais de 10 milhões de pessoas participam anualmente de excursões para a observação de baleias. Existe um número imenso de Associações de Operadores, agentes de viagem, donos de barcos e outros envolvidos na indústria em todo o mundo. O segmento já gera 1.25 bilhões de dólares /ano. A comunidade do turismo ligada à baleias envolve 495 comunidades em 87 países. No Brasil destacam-se a região de Abrolhos e Salvador na Bahia e, no Sul, a região de Imbituba, Santa Catarina.
A Islândia, único país que decidiu violar acordos mundiais de paz para as baleias, viu crescer o número de empresas ligados à observação de baleias. Quando digo que turismo não é levado a sério como fator econômico, digo algo em que acredito. A Islândia autorizou a pesca comercial de 39 baleias. Para quê? Vale a pena economicamente falando? Ou é só um ato de posicionamento político? O turismo do país pode perder muito. Já há quem fale em boicotar tudo o que seja da Islândia. Eu não. Eu prefiro incentivar o heróico trade do turismo de avistamento de baleia a que continuem levando pessoas para ver os cetáceos na água - e que eles , baleias e golfinhos continuem nadando.

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